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quinta-feira, 8 de agosto de 2013

LUZES DA LUZ

Mt 5.14-16

"Vocês são a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade construída sobre um monte. E, também, ninguém acende uma candeia e a coloca debaixo de uma vasilha. Ao contrário, coloca-a no lugar apropriado, e assim ilumina a todos os que estão na casa. Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus."

Deus chama um povo para ser luz para as nações desde o Antigo Testamento (Gn 12.1-3). Mas essa luz não é uma fonte autônoma; ela aponta, sinaliza para algo maior: a verdadeira Luz. É como o sol: não podemos olhar fixamente para ele, mas ao observar seus reflexos, percebemos sua existência e sua ação.

Somos chamados para ser luzes da Luz, através de atos e palavras. Glórias da Glória, a fim de revelar o Pai. Ansiamos, portanto, que Deus revelado em Jesus seja discernido em meio a tantos brilhos espalhados pelo mundo (Jo 1.18), pois temos crido e reconhecido Ele como o único doador da vida plena (Jo 6.68), o qual nos ilumina para experimentar e anunciar o governo de Deus entre todas as nações.

A Deus seja dado todo o louvor!

Vinicius.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Como você gostaria de ser lembrado?

Há dois anos, dia 27 de julho de 2011, morria em Londres aos 90 anos John Stott. Veja como ele gostaria de ser lembrado...

“Como um cristão medíocre que foi resgatado e teve o desejo de entender, expandir, relatar e viver a Palavra de Deus”


Ver em Ultimato

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Henri Nowen: exemplo e admiração

A vida de Henri Nowen é digna de admiração. Além de suas muitas sábias orientações e discernimentos espirituais, merece destaque a sua abnegação. Quando ele foi lecionar em Harvard, a fama e prestígio de Nowen como professor, escritor e conferencista já percorriam o mundo, e em todo lugar por onde passava ele era bastante respeitado. Todavia, tudo isto não bastava para amenizar o profundo vazio espiritual e as feridas pessoais que ele sentia aumentar com o tempo. Tudo isso, combinado com uma vida de fama e agenda lotada de compromissos, levaram Nouwen a um ponto de colapso total num espaço de três anos. Até que ele teve a compreensão, à luz da experiência de Jesus, de que o caminho para subir é descer. Assim, ele abandonou sua brilhante carreira nas melhores universidades dos EUA para compartilhar sua vida com os necessitados, servindo em uma comunidade para deficientes mentais, a Arca - O Amanhecer, em Toronto no Canadá. Conforme o próprio Nouwen disse em seus escritos, “ali ele não foi para dar, mas para receber; não por causa de excesso, mas por falta. Foi para conseguir sobreviver” (YANCEY, P. Alma Sobrevivente, 2004, p. 306).

Sinto algo semelhante quando presto auxílio a grupos de apoio para dependentes químicos. Não é egoísmo, mas convicção de limites e da necessidade de outros para seguir na jornada da vida. Na verdade, nesse momento percebo o quanto sou dependentes da graça de Deus e experimento a verdadeira força que vem da fraqueza.
Vinicius
(Ver em FTL)

segunda-feira, 8 de julho de 2013

IBGE e a religiosidade no RS

Dados do IBGE colocam municípios do Estado como campeões em credos
Itamar Melo
Os dados sobre religião do Censo 2010, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), consagram o Rio Grande do Sul como o Estado dos extremos religiosos. Estão em território gaúcho o município mais católico, o mais evangélico, o mais umbandista, o mais islâmico e o mais mórmon do país. O Estado tem a Capital mais judaica. Até entre os sem fé os gaúchos se destacam: a única das 5.564 cidades brasileiras onde quem não tem religião é maioria fica aqui: Chuí.
A principal explicação para a diversidade está na formação histórica do Estado. Imigrantes europeus de forte religiosidade, especialmente italianos, fundaram pelo Interior comunidades que hoje são os municípios brasileiros com maior proporção de católicos. A imigração europeia também explica a liderança gaúcha no ranking dos municípios mais evangélicos. São cidades fundadas por luteranos vindos da Alemanha, que mantêm a tradição do credo de seus ancestrais.

Mas surpreendente é a força das religiões afro-brasileiras. Apesar de ser o segundo Estado mais branco do país, o Rio Grande do Sul tem a maior proporção nacional de adeptos da umbanda e do candomblé — 1,47%, quase cinco vezes o percentual da Bahia. Estão em terra gaúcha as 14 cidades com mais seguidores dessas religiões, a começar por Cidreira. No Estado, 58% dos fiéis afros são brancos. Para o sociólogo da religião Ricardo Mariano, professor da Pontifícia Universidade Católica (PUCRS), a explicação pode estar no sincretismo vivenciado na Bahia, no Rio e em São Paulo:
— Na Bahia, existe um grande sincretismo afro-católico. Lá, a Igreja tem pleno domínio dessa situação. Por isso, parte das pessoas dos cultos afros se identifica como católica. 
O Estado tem três municípios entre os cinco mais islâmicos, liderados por Chuí. A presença de imigrantes do mundo árabe explica esse quadro. Essa imigração também pode dar uma pista do motivo para Chuí ser a cidade onde mais gente se declara sem religião (54,24%). Mariano tem suspeitas para explicar o fenômeno:
— Anos atrás, foram feitas acusações de que haveria terroristas islâmicos na região, o que pode ter deixado as pessoas desconfortáveis. Outra possibilidade é uma influência do Uruguai, um dos países mais leigos do mundo.

No caso dos mórmons, que registram alguns de seus melhores percentuais em cidades gaúchas (chegando a 3,52% em Quaraí), Mariano observa que é preciso investigar para saber a causa do fenômeno, mas acredita que ele possa estar relacionado a algum trabalho missionário específico.

[Menos católicos, mais evangélicos e espíritas]
A Igreja Católica está perdendo espaço de forma acelerada no mercado da fé brasileiro. Conforme o Censo 2010, a proporção de católicos no país caiu para 64,6%, contra os 73,6% de 10 anos antes. Em 1980, os católicos eram 89,2% da população. Já há três Estados onde os seguidores do Vaticano não são maioria: Rio de Janeiro, Rondônia e Roraima.

No Estado, a sangria de fiéis da Igreja acentuou-se em relação à década anterior. Depois de cair de 81,3% para 76,4% entre 1991 e 2000, a proporção despencou para 68,8% em 2010. Em termos absolutos, há menos católicos do que no passado, no Estado e no país, apesar do crescimento populacional.

As ovelhas desgarradas desse rebanho estão alimentando as hostes de outros credos e também o time dos sem fé. Já se declaram sem religião 8% dos brasileiros e 5,9% dos gaúchos. Mas isso não significa avanço do ateísmo. O IBGE descobriu que eles são muito poucos: 0,32% no Brasil, 0,47% no Estado. Uma religião que teve avanço significativo, em termos percentuais, foi o espiritismo. No Estado, passaram de 1,8% para 3,2% da população. O recuo dos católicos, no entanto, está diretamente ligado ao aumento de 44% na proporção de evangélicos, que passou de 15,4% para 22,2% da população do país em uma década.

http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2012/06/dados-do-ibge-colocam-municipios-do-estado-como-campeoes-em-credos-3806966.html

terça-feira, 25 de junho de 2013

Nosso paradoxo e a necessidade da democracia

O paradoxo (ou a ambiguidade) humano faz da democracia a melhor forma de governo jamais desenvolvida, pois, idealmente, a democracia reconhece tanto a dignidade como a depravação do ser humano.

Por um lado, ela reconhece nossa dignidade humana, pois se recusa a impor as pessoas que nos governarão sem o nosso consentimento. Ela nos deixa participar do processo de tomada de decisão. Ela nos trata com respeito, como adultos responsáveis.
Por outro lado, a democracia reconhece também a nossa depravação humana, quando se recusa a concentrar poder nas mãos de poucos, uma vez que isso não é seguro. Assim, faz parte da essência da democracia dividir o poder e proteger os governantes de si mesmos. Como Reinhold Niebuhr afirma, “a capacidade do homem para praticar a justiça torna a democracia possível; mas a inclinação do homem para a injustiça torna a democracia necessária”.

sábado, 22 de junho de 2013

A simplicidade do evangelho e a sofisticação da Igreja

Texto do Rev. Ricardo Barbosa
O evangelho de Jesus Cristo é simples. Simples na forma e simples no conteúdo. A vida e o ministério de Jesus acontecem num cenário simples. Ele anunciou as boas novas do reino de Deus, demonstrou a presença do reino através de palavras, exemplos e ações. Convidou pessoas para estarem e aprenderem com ele. Sofreu as incompreensões do sistema religioso e político do seu tempo. Morreu e ressuscitou. Após a ressurreição, encontrou-se com seus discípulos e comunicou-lhes que recebera toda autoridade no céu e na terra, e que, como Rei e Senhor, enviou seus discípulos para anunciarem as boas novas, levando homens e mulheres a guardarem tudo o que ele ensinou, integrando-os numa comunidade trinitária por meio do batismo, e prometeu estar com eles todos os dias, até o fim.

Alguns dias depois, no meio da festa de Pentecostes, 120 discípulos estavam reunidos em Jerusalém, e a promessa de Jesus se cumpriu. Todos foram cheios do Espírito Santo, começaram a viver a nova realidade anunciada por Jesus, saíram alegremente, por todo canto, pregando a boa notícia de que Deus visitou seu povo e trouxe salvação, justiça e liberdade.

A história seguiu e os cristãos foram se multiplicando, organizando igrejas, criando instituições, formas e ritos. Porém, as instituições cresceram e suas estruturas se tornaram mais complexas e sofisticadas. Transformaram-se num fim em si mesma. A simplicidade do evangelho foi substituída pela complexidade institucional.

C. S. Lewis, na carta 17 do livro “Cartas de um Diabo a seu Aprendiz”, aborda o tema da glutonaria e afirma que uma das grandes realizações do maligno no último século foi retirar da consciência dos homens qualquer preocupação sobre o assunto, e isso aconteceu quando ele transformou a “gula do excesso na gula da delicadeza”. Para C. S. Lewis, o problema da gula, muitas vezes, não está no excesso de comida, mas na sofisticação, na exigência de detalhes em relação ao vinho, ao ponto do filé ou ao cozimento da massa. Fica impossível atender a um paladar tão sofisticado. A simplicidade do ato de comer dá lugar à sofisticação gastronômica. Pessoas assim, segundo o autor inglês, demitem cozinheiras, destratam garçons, abandonam restaurantes, cultivam relacionamentos falsos e terminam a vida numa solidão amarga.

Como igreja, corremos o mesmo risco. A simplicidade e pureza do evangelho já não provocam prazer na maioria dos cristãos ocidentais. A sofisticação da igreja, sim. É o vaso tornando-se mais valioso que o tesouro contido nele. Se a música não estiver no volume perfeito, o ar condicionado no ponto exato, a pregação no tempo apropriado, com conteúdo que agrade a todos os paladares e com o bom uso dos aparatos tecnológicos, talvez eu não me agrade desta igreja.

Justificamos a sofisticação com expressões como “busca por excelência”, “relevância”, “qualidade”. Parece justo. O problema é que a excelência ou a relevância do evangelho está exatamente na sua simplicidade. É cada vez mais fácil encontrar cristãos que acharam a “igreja certa” do que os que simplesmente encontraram o evangelho. A sofisticação da igreja mantém o cristão num estado de espiritualidade falsa e superficial. A maior deficiência do cristianismo não está na forma, mas no conteúdo.

A verdadeira experiência espiritual requer um coração aquecido e não sentidos aguçados. Precisamos elevar nossos afetos por Cristo, seu reino, sua Palavra e seu povo, e não os níveis de sofisticação e exigências institucionais. O vaso deve ser de barro, sempre. O tesouro que ele  guarda, o evangelho simples de Jesus Cristo, é que tem grande valor. A sofisticação produz queixas, impaciência, falta de caridade e egoísmo. A simplicidade sempre nos conduz a compaixão, sinceridade, devoção e auto-doação.

• Ricardo Barbosa de Sousa é pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto e coordenador do Centro Cristão de Estudos, em Brasília. É autor de “Janelas para a Vida” e “O Caminho do Coração”.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O louvarei mesmo na tormenta...



Esse vídeo reflete o ensino de Jesus em João 6:60-70, onde após se defrontarem com a realidade da vida proposta por Jesus, muitos seguidores o abandonaram. Pedro, porém, mostra que podemos segui-lo sob qualquer circunstância.

Então, assim como não podemos seguir Jesus a fim de obter conquistas pessoais, não podemos abandoná-lo devido às dificuldades que acontecem em nosso caminho (cf. Mateus 13.20-21 e Habacuque 3.17-19).

Ao ouvirem isso, muitos dos seus discípulos disseram: “Dura é essa palavra. Quem pode suportá-la?” [...] Daquela hora em diante, muitos dos seus discípulos voltaram atrás e deixaram de segui-lo. Então, Jesus perguntou aos Doze: “Vocês também não querem ir?” Simão Pedro lhe respondeu: Senhor, para quem iremos? Só tu tens as palavras de vida eterna. 
E nós cremos e sabemos que és o Santo de Deus.