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sexta-feira, 3 de julho de 2015

Deus está bordando

Quando eu era pequeno, minha mãe costurava muito. Eu me sentava no chão, brincando perto dela, e sempre lhe perguntava o que estava fazendo. Ela respondia que estava bordando. Todos os dias eram a mesma pergunta e a mesma resposta. Observava seu trabalho de uma posição abaixo de onde ela se encontrava sentada e repetia:
― Mãe, o que a senhora está fazendo?
Dizia-lhe que, de onde eu olhava, o que ela fazia me parecia muito estranho e confuso. Eram uns amontoados de nós e fios de cores diferentes, compridos, curtos, uns grossos e outros finos, eu não entendia nada. Ela sorria, olhava para baixo e gentilmente me explicava:
― Filho saia um pouco para brincar e quando terminar meu trabalho eu chamo você, o coloco sentado em meu colo e deixo que veja o trabalho da minha posição.
Mas eu continuava a me perguntar lá de baixo:
― Por que ela usava alguns fios de cores escuras e outros claros? ― Por que me pareciam tão... desordenados e embaraçados? ― Por que estavam cheios de pontas e nós? ― Por que não tinham ainda uma forma definida? ― Por que demorava tanto para fazer aquilo?
Um dia, quando eu estava brincando no quintal, ela me chamou:
― Filho venha aqui e sente em meu colo.
Eu sentei no colo dela e me surpreendi ao ver o bordado. Não podia crer! Lá de baixo parecia tão confuso! E de cima vi uma paisagem maravilhosa!
Então, minha mãe disse:
― Filho, de baixo parecia confuso e desordenado porque você não via que na parte de cima havia um belo desenho. Mas, agora, olhando o bordado da minha posição, você sabe o que eu estava fazendo....
Muitas vezes, ao longo dos anos, tenho olhado para o céu e dito:
― Pai, o que estás fazendo?
Ele parece responder:
― Estou bordando a sua vida, filho.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Tudo começa com Deus

"O pecador salvo está prostrado em adoração, perdido em assombro e louvor. Ele sabe que o arrependimento não é o que fazemos para obter o perdão; é o que fazemos porque fomos perdoados. Ele serve como expressão de gratidão em vez de esforço para obtenção do perdão. Portanto, a sequência perdão primeiro e arrependimento depois (e não arrependimento primeiro, perdão depois) é crucial para a compreensão do evangelho da Graça."

Brennan Manning


quinta-feira, 30 de abril de 2015

Aprendendo a aprender

Eu aprendi...
...que ignorar os fatos não os altera;

Eu aprendi...
...que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você;

Eu aprendi...
...que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas;

Eu aprendi...
...que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;

Eu aprendi...
...que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;

Eu aprendi...
...que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.

Eu aprendi...
...que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;

Eu aprendi...
...que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito;

Eu aprendi...
...que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você está escalando-a;

Eu aprendi...
...que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.
(Boa noite , Amor )


sábado, 11 de abril de 2015

Confiança X Clareza

Quando o brilhante doutor em ética John Kavanaugh foi trabalhar por três meses na “casa dos moribundos” em Calcutá, ele estava à procura de uma clara resposta sobre como viver melhor os anos que lhe restavam de vida. Na primeira manhã ali, ele conheceu a Madre Teresa. E ela lhe perguntou:

― Como posso lhe ser útil?
Kavanaugh pediu que ela orasse em seu favor.
― E você quer que eu ore por qual necessidade?
E ele verbalizou o pedido que havia carregado consigo milhares de quilômetros desde os Estados Unidos:
― Ore para que eu tenha clareza.
E ela disse com firmeza:
― Não, eu não vou orar por isso.
Quando ele lhe perguntou o porquê, ela respondeu:
― Clareza é a última coisa a que você deve se apegar.
Quando Kavanaugh comentou que ela lhe parecera ter a clareza que ele tanto ansiava, ela riu e disse:
― Nunca tive clareza; o que eu sempre tive foi confiança. Então vou orar para que você confie em Deus.

“E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós” (1Jo 4.16). Quando vamos em busca de clareza, tentamos eliminar o risco de confiar em Deus. O medo do caminho desconhecido a nossa frente destrói a confiança infantil na bondade ativa do Pai e em seu amor irrestrito.
Muitas vezes partimos da premissa de que o ato de confiar irá desfazer a confusão, iluminar a escuridão, acabar com a incerteza e remir o tempo. Mas a nuvem de testemunhas de Hebreus 11 revela que não é bem assim. Nossa confiança não traz uma clareza definitiva neste mundo. Ela não elimina o caos, não entorpece a dor, nem nos serve de muleta. No momento em que está obscuro, o coração que confia diz, a exemplo de Jesus na cruz: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23.46).


Brennan Manning (Confiança Cega, pg. 19)

domingo, 5 de abril de 2015

segunda-feira, 30 de março de 2015

Você crê que Ele te ama?

Brennan Manning

Por causa dos últimos 48 anos, onde fui emboscado por Jesus numa pequena capela no oeste do estado da Pensilvânia, e por causa das milhares e milhares de horas dedicadas à oração, meditação, silêncio e solitude durante esses anos, estou totalmente convencido de que, no dia do julgamento, o Senhor Jesus fará a cada um de nós apenas uma pergunta e nenhuma pergunta mais: “VOCÊ CREU QUE EU TE AMAVA... QUE EU TE DESEJEI...QUE EU TE AGUARDEI DIA APÓS DIA...QUE EU ANSIAVA POR OUVIR O SOM DA SUA VOZ”?

Os que verdadeiramente acreditam em Jesus responderão: “Sim, Senhor Jesus, eu cri no seu amor e procurei moldar a minha vida como resposta a esse amor!”.

Mas muitos de nós que somos tão fiéis no ministério, nos costumes e no frequentar a igreja terão de responder: “Francamente, eu não Senhor. Na verdade eu nunca cri; ouvi sim, uns maravilhosos sermões e uns ensinamentos sobre o seu amor e eu até mesmo dei aulas sobre isso. Mas eu pensei que era só um jeito de falar – uma mentirinha amável. Alguns cristãos piedosos até me incentivaram com ‘uns tapinhas’ nas costas”.

E aí está a diferença entre os cristãos verdadeiros e os cristãos nominais que povoam as igrejas de nossa terra. Ninguém como aquele que acredita em Jesus pode mensurar a profundidade e a intensidade do amor de Deus. Mas, ao mesmo tempo, ninguém como aquele que acredita em Jesus pode medir a eficácia com que o pessimismo, a melancolia, a baixa auto-estima, o ódio próprio e o desespero nos bloqueiam do Seu amor.

Você percebe como é importante abraçarmos esse fundamento crucial de nossa fé? Porque você só será tão grande quanto o seu próprio conceito de Deus.

Lembram da famosa frase do filósofo francês Blaise Pascal: “Deus fez o homem a Sua semelhança, e o homem, em retribuição, fez Deus a sua imagem”? Tornamos, então, Deus mesquinho, bitolado, rude, legalista, julgador, sem sentimentos, não perdoador e tão odioso como somos todos nós!

Nos últimos anos tenho pregado em muitos lugares e, honestamente, o Deus que me tem sido apresentado é pequeno demais para mim. Porque ele não é o Deus da Palavra, o Deus que se revela através de Jesus, e que neste momento vai até você e diz: "Eu tenho uma palavra pra você - eu conheço toda sua história de vida, todos os esqueletos em seu armário, todos os momentos de pecado, de vergonha, desonestidade e amor degradante que escurecem seu passado. Eu sei que agora mesmo você está com uma fé superficial, uma vida de oração frívola e discipulado inconsistente...

...E minha palavra pra você é esta: EU O DESAFIO A CONFIAR QUE EU TE AMO DO JEITO QUE VOCÊ É, E NÃO DO JEITO QUE VOCÊ DEVERIA SER - PORQUE VOCÊ NUNCA SERÁ COMO DEVERIA SER”.

quarta-feira, 25 de março de 2015

OREMOS PELO NOSSO BRASIL

Para muitos brasileiros, há uma certa apreensão no Brasil, considerando as notícias veiculadas pela grande mídia nas últimas semanas. O quadro político e econômico aponta para dificuldades nos próximos meses. As denúncias de corrupção também contribuem para o sentimento de frustração em relação ao futuro melhor que todos queremos para o País, para nós e para as futuras gerações. Percebem-se sentimentos que vão desde a indignação ao cinismo, da reivindicação por justiça ao descrédito de que a justiça e o bem se estabelecerão.
Não concordamos com atitude escapista de alguns cristãos que se abstraem de nossa realidade, através de uma vida religiosa sem nexo ou consequência em relação ao contexto. Lidamos inquietos com a questão e, por isso, como cristãos perguntamos: o que podemos fazer?
O convite que a Aliança Cristã Evangélica Brasileira faz à Igreja evangélica neste momento é para a oração, não como uma forma de escapismo e nem que nela se esgote a sua atuação ante à realidade. Mas, tão somente, comecemos pela oração a nossa ação como povo de Deus!
Orar, neste momento, é uma manifestação de obediência a Deus, pois a Bíblia exorta a Igreja de Cristo a orar em favor das autoridades:
“Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade. Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador, que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade”. (I Tm 2.1-4).
É nesse contexto que desenvolvemos, portanto, o serviço a Deus, ao próximo e à nação brasileira. Devemos orar pelas autoridades e pelo povo brasileiro, colocando nossas dificuldades como sociedade diante de Deus, conectando o nosso coração a Deus e o nosso interesse com as necessidades da nação.
Além disso, diante de Deus busquemos sabedoria e discernimento para uma ação transformadora como seguidores de Jesus. E, como cidadãos e cidadãs brasileiros, reafirmemos as instituições políticas, as liberdades democráticas e o estado de direito, a fim de exercermos a nossa cidadania com espírito crítico e consciência cristã. Levando em conta as orientações apostólicas, adotemos uma postura respeitosa, cordial e profética.
Oremos pelo nosso Brasil, pelo nosso povo e pelos nossos governantes. Oremos também pela Igreja, para que ela seja um exemplo de integridade sem corrupção, a começar por seus líderes. Clamemos por justiça e arrependimento, para que a Igreja seja verdadeiramente sal da terra e luz do mundo. Oremos para que as pessoas busquem ao Senhor nosso Deus e que Ele nos livre da injustiça, do ódio e da violência.
À luz desses motivos de oração, convidamos as Igrejas Evangélicas a que, nas próximas semanas, programem tempos específicos de intercessões e incentivem ao jejum e à oração cada participante de nossas Igrejas.
Aliança Cristã Evangélica Brasileira
Brasil, 15 de março de 2015