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sábado, 11 de abril de 2015

Confiança X Clareza

Quando o brilhante doutor em ética John Kavanaugh foi trabalhar por três meses na “casa dos moribundos” em Calcutá, ele estava à procura de uma clara resposta sobre como viver melhor os anos que lhe restavam de vida. Na primeira manhã ali, ele conheceu a Madre Teresa. E ela lhe perguntou:

― Como posso lhe ser útil?
Kavanaugh pediu que ela orasse em seu favor.
― E você quer que eu ore por qual necessidade?
E ele verbalizou o pedido que havia carregado consigo milhares de quilômetros desde os Estados Unidos:
― Ore para que eu tenha clareza.
E ela disse com firmeza:
― Não, eu não vou orar por isso.
Quando ele lhe perguntou o porquê, ela respondeu:
― Clareza é a última coisa a que você deve se apegar.
Quando Kavanaugh comentou que ela lhe parecera ter a clareza que ele tanto ansiava, ela riu e disse:
― Nunca tive clareza; o que eu sempre tive foi confiança. Então vou orar para que você confie em Deus.

“E nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem por nós” (1Jo 4.16). Quando vamos em busca de clareza, tentamos eliminar o risco de confiar em Deus. O medo do caminho desconhecido a nossa frente destrói a confiança infantil na bondade ativa do Pai e em seu amor irrestrito.
Muitas vezes partimos da premissa de que o ato de confiar irá desfazer a confusão, iluminar a escuridão, acabar com a incerteza e remir o tempo. Mas a nuvem de testemunhas de Hebreus 11 revela que não é bem assim. Nossa confiança não traz uma clareza definitiva neste mundo. Ela não elimina o caos, não entorpece a dor, nem nos serve de muleta. No momento em que está obscuro, o coração que confia diz, a exemplo de Jesus na cruz: “Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito” (Lc 23.46).


Brennan Manning (Confiança Cega, pg. 19)

domingo, 5 de abril de 2015

segunda-feira, 30 de março de 2015

Você crê que Ele te ama?

Brennan Manning

Por causa dos últimos 48 anos, onde fui emboscado por Jesus numa pequena capela no oeste do estado da Pensilvânia, e por causa das milhares e milhares de horas dedicadas à oração, meditação, silêncio e solitude durante esses anos, estou totalmente convencido de que, no dia do julgamento, o Senhor Jesus fará a cada um de nós apenas uma pergunta e nenhuma pergunta mais: “VOCÊ CREU QUE EU TE AMAVA... QUE EU TE DESEJEI...QUE EU TE AGUARDEI DIA APÓS DIA...QUE EU ANSIAVA POR OUVIR O SOM DA SUA VOZ”?

Os que verdadeiramente acreditam em Jesus responderão: “Sim, Senhor Jesus, eu cri no seu amor e procurei moldar a minha vida como resposta a esse amor!”.

Mas muitos de nós que somos tão fiéis no ministério, nos costumes e no frequentar a igreja terão de responder: “Francamente, eu não Senhor. Na verdade eu nunca cri; ouvi sim, uns maravilhosos sermões e uns ensinamentos sobre o seu amor e eu até mesmo dei aulas sobre isso. Mas eu pensei que era só um jeito de falar – uma mentirinha amável. Alguns cristãos piedosos até me incentivaram com ‘uns tapinhas’ nas costas”.

E aí está a diferença entre os cristãos verdadeiros e os cristãos nominais que povoam as igrejas de nossa terra. Ninguém como aquele que acredita em Jesus pode mensurar a profundidade e a intensidade do amor de Deus. Mas, ao mesmo tempo, ninguém como aquele que acredita em Jesus pode medir a eficácia com que o pessimismo, a melancolia, a baixa auto-estima, o ódio próprio e o desespero nos bloqueiam do Seu amor.

Você percebe como é importante abraçarmos esse fundamento crucial de nossa fé? Porque você só será tão grande quanto o seu próprio conceito de Deus.

Lembram da famosa frase do filósofo francês Blaise Pascal: “Deus fez o homem a Sua semelhança, e o homem, em retribuição, fez Deus a sua imagem”? Tornamos, então, Deus mesquinho, bitolado, rude, legalista, julgador, sem sentimentos, não perdoador e tão odioso como somos todos nós!

Nos últimos anos tenho pregado em muitos lugares e, honestamente, o Deus que me tem sido apresentado é pequeno demais para mim. Porque ele não é o Deus da Palavra, o Deus que se revela através de Jesus, e que neste momento vai até você e diz: "Eu tenho uma palavra pra você - eu conheço toda sua história de vida, todos os esqueletos em seu armário, todos os momentos de pecado, de vergonha, desonestidade e amor degradante que escurecem seu passado. Eu sei que agora mesmo você está com uma fé superficial, uma vida de oração frívola e discipulado inconsistente...

...E minha palavra pra você é esta: EU O DESAFIO A CONFIAR QUE EU TE AMO DO JEITO QUE VOCÊ É, E NÃO DO JEITO QUE VOCÊ DEVERIA SER - PORQUE VOCÊ NUNCA SERÁ COMO DEVERIA SER”.

quarta-feira, 25 de março de 2015

OREMOS PELO NOSSO BRASIL

Para muitos brasileiros, há uma certa apreensão no Brasil, considerando as notícias veiculadas pela grande mídia nas últimas semanas. O quadro político e econômico aponta para dificuldades nos próximos meses. As denúncias de corrupção também contribuem para o sentimento de frustração em relação ao futuro melhor que todos queremos para o País, para nós e para as futuras gerações. Percebem-se sentimentos que vão desde a indignação ao cinismo, da reivindicação por justiça ao descrédito de que a justiça e o bem se estabelecerão.
Não concordamos com atitude escapista de alguns cristãos que se abstraem de nossa realidade, através de uma vida religiosa sem nexo ou consequência em relação ao contexto. Lidamos inquietos com a questão e, por isso, como cristãos perguntamos: o que podemos fazer?
O convite que a Aliança Cristã Evangélica Brasileira faz à Igreja evangélica neste momento é para a oração, não como uma forma de escapismo e nem que nela se esgote a sua atuação ante à realidade. Mas, tão somente, comecemos pela oração a nossa ação como povo de Deus!
Orar, neste momento, é uma manifestação de obediência a Deus, pois a Bíblia exorta a Igreja de Cristo a orar em favor das autoridades:
“Antes de tudo, recomendo que se façam súplicas, orações, intercessões e ação de graças por todos os homens; pelos reis e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e pacífica, com toda a piedade e dignidade. Isso é bom e agradável perante Deus, nosso Salvador, que deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade”. (I Tm 2.1-4).
É nesse contexto que desenvolvemos, portanto, o serviço a Deus, ao próximo e à nação brasileira. Devemos orar pelas autoridades e pelo povo brasileiro, colocando nossas dificuldades como sociedade diante de Deus, conectando o nosso coração a Deus e o nosso interesse com as necessidades da nação.
Além disso, diante de Deus busquemos sabedoria e discernimento para uma ação transformadora como seguidores de Jesus. E, como cidadãos e cidadãs brasileiros, reafirmemos as instituições políticas, as liberdades democráticas e o estado de direito, a fim de exercermos a nossa cidadania com espírito crítico e consciência cristã. Levando em conta as orientações apostólicas, adotemos uma postura respeitosa, cordial e profética.
Oremos pelo nosso Brasil, pelo nosso povo e pelos nossos governantes. Oremos também pela Igreja, para que ela seja um exemplo de integridade sem corrupção, a começar por seus líderes. Clamemos por justiça e arrependimento, para que a Igreja seja verdadeiramente sal da terra e luz do mundo. Oremos para que as pessoas busquem ao Senhor nosso Deus e que Ele nos livre da injustiça, do ódio e da violência.
À luz desses motivos de oração, convidamos as Igrejas Evangélicas a que, nas próximas semanas, programem tempos específicos de intercessões e incentivem ao jejum e à oração cada participante de nossas Igrejas.
Aliança Cristã Evangélica Brasileira
Brasil, 15 de março de 2015

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

A dor não tem a palavra final


Parece contrassenso unir as palavras “dor” e “gloriosa”. Mas para os cristãos, elas podem caminhar juntas. Assim ensinou Jesus tantas vezes. Isso não significa sacralizar o sofrimento ou conformar-se com a injustiça. Mas, sim, significa dizer que a dor não tem a palavra final. Ela pode ser a trilha para algo maior, mais glorioso.

(Revista Ultimato, Fev. 2015)

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Insatisfação interior?

Um peregrino é um andarilho com um objetivo.”

Há manhãs em que acordamos com a visão ainda embaçada, ao som do alarme do relógio, e nos esforçamos para encontrar alguma motivação para enfrentar o dia que começa. Afastamos as cortinas para nos depararmos com a mesma cena cotidiana e ansiamos pelo dia em que poderemos sair pela porta e encontrar algo diferente. Nossas vidas diárias podem perecer previsíveis e insatisfatórias e, então, algo dentro de nós nos instiga a ir rumo a novos horizontes, na direção daquela curva, no caminho que os levará a montanhas desconhecidas.
Essa inquietação e esse descontentamento podem significar o início de algo notável. Ao invés de simplesmente desconsiderar esse sentimento, dando de ombros com desdém, poderíamos dar ouvidos ao que o nosso espírito está dizendo. Podemos estar ansiando por um tipo de vida diferente e não apenas por uma simples mudança. Podemos estar famintos de significado, de compreensão, de esperança e também de aventura.
Nosso espírito pode estar ansiando por peregrinação ̶ uma jornada rumo ao desconhecido  ̶  mas, ainda assim, uma jornada com um destino.
Nossa vida pode ser uma peregrinação, uma jornada de descoberta espiritual. Mas também há ocasiões em que precisamos viajar com nossos próprios pés, andar pelo mundo deliberadamente, com a intenção de nos permitirmos estar abertos, animados pela esperança, guiados pelo amor.


Andrea Skevington (adaptado)

sexta-feira, 21 de março de 2014

Transforme-se...


"QUANDO A SITUAÇÃO FOR BOA, 
DESFRUTE-A. 
QUANDO A SITUAÇÃO FOR RUIM, TRANSFORME-A.

 QUANDO A SITUAÇÃO NÃO PUDER SER TRANSFORMADA, 

                         TRANSFORME-SE."
                                                          Viktor Frankl